Iguatemi

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domingo, 30 de agosto de 2015

Cura do ódio


No Estudo do Evangelho, que realizamos toda sexta-feira, no Centro Espírita Semente Cristã, estudando o capítulo XII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Amai os vossos inimigos, o item 10 sobre o ódio, estudamos, também, a mensagem de Emmanuel, intitulada, Cura do Ódio, da obra Pão Nosso, onde Emmanuel cita o apóstolo Paulo, em Romanos 12:20.

“Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça”.

A mensagem me fez lembrar de uma narrativa que ouvi certa vez, do Dr. Isaías Claro, palestrante espírita e juiz de direito da vara de família, do Estado de São Paulo e que ilustra muito bem esse comentário do apóstolo Paulo.

Narra o Dr. Isaías que, certa vez, recebeu como juiz um pedido estranho de uma mãe. Ela solicitava autorização para visitar todos os dias no presídio, o assassino de seu filho. Ele achou estranho o pedido, mas, ficou curioso quanto as motivações da mulher. Como espírita, despertou interesse maior em relação à questão que, poderia viabilizar o perdão entre aquelas duas criaturas. Resolveu chamar a mulher para conversar e verificar, até onde seu pedido poderia ser considerado.

No dia marcado para a audiência, compareceu diante dele, uma senhora de idade já avançada, muito simples e de um sorriso encantador que, de imediato, já o conquistou. Cumprindo seu papel de juiz, interrogou-a.

- Por que a senhora deseja autorização para visitar o assassino de seu filho, todos os dias?

- Ah, seu juiz! Eu só tinha aquele filho e ele me tirou. Agora vivo sozinha e sei que ele também não tem mãe. Daí, pensei: porque não, adotá-lo como filho?

Diz o Dr. Isaías, que aquele argumento o convenceu. Autorizou as visitas e passou a acompanhar o desenrolar dos fatos. A partir de então, todos os dias ela adentrava o presídio com uma marmita de comida feita por ela. Chegava saudando o prisioneiro como sendo seu filho, recolhia suas roupas para lavar e retornava trazendo tudo limpo e bem passado.

O efeito de tudo foi impressionante! Chocado, o rapaz perguntava:

- Por que a senhora está fazendo isso comigo?

E chorava pedindo que ela não voltasse mais, pois, o que ela estava fazendo, lhe doía mais do que se ela estivesse ali para agredi-lo.

Ela estava a amontoar brasas de fogo sobre a sua cabeça.

Na mensagem, Cura do ódio, Emmanuel esclarece que, seja por equívocos do passado ou por incompreensões do presente, somos defrontados por inimigos mais fortes que se transformam em constante ameaça à nossa tranquilidade. Quando envidamos esforços a favor da reconciliação e nossas atitudes passam despercebidas, esperemos pela oportunidade de manifestar o bem.

"Um discípulo sincero do Cristo liberta-se facilmente dos laços inferiores, mas o antagonista de ontem pode persistir muito tempo, no endurecimento do coração. Eis o motivo pelo qual dar-lhe todo o bem, no momento oportuno, é amontoar o fogo renovador sobre a sua cabeça, curando-lhe o ódio, cheio de expressões infernais", orienta Emmanuel.

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