Iguatemi

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sábado, 4 de julho de 2015

Em meio ao caos que se instalou em nossa sociedade, pergunto: por onde anda a família?


Tenho acompanhado os noticiários e propostas de leis que definem a idade mínima, a partir da qual o sistema judiciário pode processar um cidadão como uma pessoa que se responsabiliza por seus atos. Não pretendo polemizar, daí não me posicionar contra ou a favor. Mas, no meu entender, há uma questão que está sendo colocada à margem em toda essa discussão e que, diz respeito à Família.

Licurgo, legislador de Esparta, século V a.C. já dizia: "Se o homem se educa, aprende a corrigir as más inclinações e a dominar os vícios; porém, se se deixar abandonado aos seus instintos, será vítima dos excessos infames".

A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter. Os estabelecimentos de ensino, propriamente do mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. É por essa razão que a Universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem, diz o espírito Emmanuel.
Pierre Weil, educador e psicólogo francês, comenta na obra de sua autoria, A criança, o lar e a escola: “No mundo inteiro está se passando fenômeno muito sério e cujas conseqüências ainda não podem ser avaliadas inteiramente: o da transmissão progressiva dos poderes dos pais e da família para os mestres e a escola. E alerta: Todas as Experiências educacionais no sentido de substituir a família por internatos, cidades de crianças ou lares artificiais em pavilhões, fracassaram, pois a família se revelou fator indispensável à educação da criança e sobretudo à sua estabilidade emocional”.

A família está se esquivando do papel que lhe compete e o resultado não pode ser pior. Os pais estão cada vez mais envolvidos com o trabalho e atividades sociais. Os filhos, desde cedo são entregues à terceiros: auxiliares domésticos, avós e outros familiares e, para compensar a ausência, são substituídos por objetos de consumo.

A geração atual é moldada pela televisão e internet. Os jovens já não olham nos olhos, pois estão fixos em telas de computador ou celular. Um mundo onde a família não tem espaço e onde, geralmente, o jovem se esconde deixando de exercitar a convivência em família e desenvolver a afetividade. O cenário não pode ser pior do que o que estamos a observar.

Os pais não sabem quem são seus filhos e os filhos, muito menos, sabem quem são seus pais. Dessa forma, a família perde a valiosa oportunidade de ser o alicerce sobre o qual a sociedade se edifica, pois no dizer dos espíritos, a sociedade é o conjunto de lares e cada um desses lares é uma mini-sociedade, onde procedemos à reforma de nossa visão, conceitos, conduta, que se refletirão na sociedade global.

Que a sociedade se volte com o mesmo vigor em defesa da Família se quer ser socorrida e transformada.



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