Iguatemi

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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Quando nos apartamos da Paternidade Divina


Após o acontecimento trágico da tarde de segunda-feira (24), onde num gesto tresloucado, um membro de nosso convívio social cometeu dois assassinatos, suicidando-se em seguida, me veio à mente a parábola do Filho Pródigo.

Quem conhece a parábola sabe que, o filho de um rico comerciante, pede a sua parte na herança e parte para um país distante, onde, através dos excessos, se coloca em situação de extrema miséria e sofrimento. Quando não mais suporta o sofrimento, lembra do pai e da abundância do seu lar e, resolve voltar e pedir que o pai o receba de volta. É recebido pelo pai com uma grande festa e o pai lhe presenteia com nova roupa e anel de filiação.

Sim, mas, o que tem a parábola a ver com a tragédia acontecida na cidade de Parnaíba?

Um filho de Deus, rompeu com o Pai, refugiando-se em um país distante. Gastou toda sua herança, quando retirou a vida de seus semelhantes e a sua, gerando dores e sofrimentos naqueles a quem devia cuidar: seus filhos e familiares e naqueles a quem devia amar, como a si próprio, conforme o ensinamento de Jesus.

Quando sentirá a necessidade de retornar à casa do Pai, não sabemos. Ou seja, quando atentará para a gravidade do seu gesto e pedirá ao Pai, que o receba de volta em sua morada. Com certeza, será recebido e vestirá a nova vestimenta que o Pai lhe dará, mas, não gozará das regalias de antes, até que reconquiste todos os bens que extraviou.

Embora recebido pelo pai, o filho pródigo não dispunha mais dos bens que vendeu, quando pediu sua parte na herança. Dessa forma, teria que trabalhar para conquistar com o suor de seu rosto, os bens que não valorizara.

Da mesma forma, nosso irmão terá de trabalhar em muitas reencarnações para se recompor com cada um dos que prejudicou, direta ou indiretamente, como também diante de si mesmo. É claro que, a justiça divina levará em conta todas as conquistas no campo do bem, pois tudo conta na Lei de Justiça, assim como, todos os atos que o levaram ao desfecho serão contabilizados em seu favor.

Dessa forma, não julguemos, pois o fardo já é muito pesado. Antes oremos por todos, na certeza de que, Deus não é injusto e ninguém sofre aquilo que não necessitava para o seu aprendizado. Embora, como disse Jesus: “É necessário que o escândalo venha, mas, ai de por quem ele vier”.

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