Iguatemi

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domingo, 9 de dezembro de 2012

O quanto de brinquedos estamos dando aos nossos filhos

Existe uma matemática que multiplica o número de brinquedos recebidos por nossos filhos durante todo o ano. São inúmeras as datas em que presenteamos nossos pimpolhos: aniversário, páscoa, dia da criança, natal  e às vezes em que nos deparamos com alguma novidade interessante que vai fazer nosso filho feliz. Sem falar nos pedidos que nos fazem, pois desejam ter o brinquedo que o coleguinha está exibindo na escola. 

Além dos pais, avós, tios, padrinhos e amigos contribuem para que nessas festas seja grande o número de brinquedos ofertados à criança que, após a euforia do recebimento e rasgar da embalagem, brinca por alguns momentos e daqui a pouco, a pilha de brinquedo está jogada ao canto. Ela sequer elege um em especial. Muitos a criança já tem e, é comum os pais voltarem à loja para troca do presente ou guardar para doar em outras ocasiões.

Particularmente, conheço pessoas que exibem verdadeiras lojas de brinquedo nas prateleiras do quarto das crianças, sem que a mesma sequer possa tocá-los. Esperando que ela cresça e tenha cuidado com os brinquedos, dizem. Da mesma forma, conheço crianças que destroem seus brinquedos poucas horas após serem recebidos. Não desejaram, não ansiaram por aquele brinquedo, não lhe dão o significado devido.

O tempo em que a criança sonhava com um presente ou aguardava ansiosamente pela noite de natal para exibir no dia seguinte o presente que recebeu de Papai Noel já é passado. Mas, para muitas crianças, em situação social deficitária, o brinquedo ainda é um sonho irrealizável, o Papai Noel jamais foi visto por qualquer deles na magia da noite de natal.

Um vídeo que circula pela internet mostra a triste realidade da comunidade de Suspiro Betânia no Piauí, onde as crianças brincam com pedrinhas e bolas de pano improvisadas, não tem um ambiente para brincar, em virtude da precariedade da região e, muitas delas sequer ouviram falar de Papai Noel.

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